Esse é o segundo REVOAL, a revisão em voz alta, do livro Voltemos à Escola, escrito por Paulo M. Morais.

Em seu livro, Paulo Morais fala sobre a Escola da Ponte. Uma escola pública localizada em São Tomé de Negrelos no Distríto do Porto, Portugal.

A Escola da Ponte é uma escola pública que se tornou referência mundial por sua maneira de quebrar o padrão e radicalizar o método de ensino das escolas tradicionais.

Nesse episódio do REVOAL, você vai acompanhar o prefácio e o primeiro capítulo que conta como funciona a escola. Escuta aí 😉

Foram capturados 6 insights durante esse episódio:

  • “A gente acha que tem que ser assim, só porque sempre foi assim.”
  • “Não podemos ceder perante a facilidade.”
  • “A escola não é tudo, mas é uma boa parte.”
  • “Se você cria crianças cheia de limites, cheia de limites, você gera adultos limitados.”
  • “Para haver qualquer tipo de transformação em crianças, primeiro tem que haver transformação nos adultos, e transformação é mudar.”
  • “O que faz diferença na vida não são as respostas, são as perguntas.”

 

 

  • Andreza Areão

    Murilo, boa tarde!
    Não é escola infantil, mas é inovadora!
    Já havia encaminhado para a KLS, mas ouvindo o REVOAL de hoje, no qual você pede para postar nos comentários dele, aqui está:

    Relendo uma revista Vida Simples de 12/2012 encontrei uma reportagem sobre educação inovadora de jovens e adultos criado por Êda Luiz, em SP, pesquisei mais e encaminho 3 links para vocês:
    http://blogdociejacampolimpo.blogspot.com.br/
    http://porvir.org/dona-eda-escola-de-todo-mundo/
    https://educacao.uol.com.br/noticias/2016/04/14/aos-68-dona-eda-e-educadora-de-jovens-e-adultos-e-lider-em-tempo-integral.htm

    Exemplo de como fazer mais com poucos recursos.

    Abraços, boa semana à todos!

  • Aline

    Olá Murilo, adorei o tema desse podcast. Mesmo antes de ser mãe já pesquisava mto sobre a metodologia da escola da ponte. Fantástica.
    Um exemplo que se aproxima mto desse formato é a escola Municipal Amorim Lima aqui de SP. Muito obrigada pelo podcast!

  • Rodolfo Ghiggi

    Escola criativa no Brasil. http://www.fundacaoayni.org/

    A Ayni é uma forma de viver, essa é nossa pedagogia. Uma relação primeiro de tudo de aceitação como adultos, de nos reconectarmos com o nosso ser, com a natureza, de reconhecermos nossa própria essência, nossas verdades e a partir daí desenvolvermos uma nova perspectiva e relação com as crianças: elas são nossos mestres, companheiros de um caminho de evolução como seres humanos, e a oportunidade de compartilhar esse tempo e espaço com as crianças é vista com gratidão e honra. Essa é a nossa base pedagógica. A relação de respeito, carinho e os limites como forma de amor para as crianças. Nesse espaço sagrado, nessa relação entre adultos e crianças, todos crescemos, nos desenvolvemos e avançamos como sociedade, como humanidade.

  • Monica Campos

    Olá Murilo, adorei esse revoal, ja conhecia um pouco da escola da Ponte mas é sempre bom conhecer mais, esse modelo escolar é maravilhoso! Minha filha estuda em uma escola Waldorf, baseada na pedagogia antroposófica, se nao conhece vale a pena conferir. Aqui na minha cidade a escola chama-se Paineira, mas em São Paulo existem algumas que você pode conhecer pessoalmente! Abraços. Monica

  • Bruno Reinstein

    Meu filho tem 4 anos, entrou na escolinha após os 2 anos e meio. Foi em duas “escolinhas tradicionais” antes de encontrarmos a Mirabolando (http://mirabolandoarte.blogspot.com.br/). Não há uma divisão de turma por idade, a uma liberdade de a criança fazer as atividades ou brincar. Antes ele não ia com prazer a escolinha, hoje ele quer ir, chega em casa e conta as coisas que fez. Todo mês eles entregam as “atividades” e ele comenta cada “desenho” além de um livro com historias diferentes das tradicionais.

    A proposta de trabalho do Espaço de Arte Mirabolando baseia-se nos pressupostos contemporâneos do Ensino de Arte. Partindo desta referência, busca possibilitar às crianças e adolescentes a ampliação do repertório visual, a experimentação de diferentes materiais expressivos, a originalidade e criatividade em suas produções visuais, bem como o espaço de arte busca ser um lugar de criação e invenção, instigando o interesse pelas Artes Visuais.

  • Claudia Poloni

    Murilo, você conhece a Lumiar?http://lumiar.co/
    Foi eleita uma das 12 escolas mais inovadoras do mundo(Unesco/Stanford/Microsoft).

  • Matheus Couto
  • Helio Marconi Gerth

    Oi Murilo. Muito legal o REVOAL. Parabéns!! Sobre as escolas eu não conhecia a escola da Ponte, mas conheço o Rubem Alves,citado no episódio. Em 2015 finalizei meu mestrado em Educação nas Profissões da Saúde, na Faculdade de Ciências Médicas da PUC – Sorocaba. O mais legal é que ele foi todo baseado em Metodologias Ativas de Aprendizagem (Aprendizagem Baseada em Problema, Aprendizagem Baseada em Equipe e Problematização). Essa faculdade tem curso de medicina e enfermagem e é super diferenciada em sua metodologia. Quero contribuir com essa discussão dizendo que pelo que estudei no mestrado e nas disciplinas que cursei, que esse tipo de metodologia (ativa) funciona bem com adultos, mas não é tão eficiente com crianças. Aliás, vale ressaltar, que a PUC utiliza um blend, no qual os alunos têm aulas “tradicionais”, tutorias e consultorias, entre outras atividades. Um problema que vejo aqui em Sorocaba, é que há um certo preconceito por parte dos pais, quando a escola se mostra muito inovadora, e coloca os “pequenos” para pensar. Muitos ainda preferem os “esquemas decorebas”, infelizmente. Eu acredito que sempre dá pra melhorar e temos que ter a coragem de tentar, sempre com base científica, de olho nas novidades mundo afora e personalizando para nossa realidade. Cara… continue firme nesse propósito. Estou curtindo muito! Grande abraço. Helio Gerh.

  • Juan Cruz

    Fala, Murilo.

    Segue abaixo uma escola localizada em Salvador: Escola Via Magia.

    A Casa Via Magia foi fundada em 1982 em São Paulo e em 1984 está estabelecida em Salvador – Bahia. O projeto da escola sempre esteve baseado em um trabalho de pesquisa e produção de novas idéias e materiais em Educação, firmando-se como um centro de formação de educadores.

    Nosso trabalho está fundamentado numa triangularidade de interfaces: corpo, convívio e linguagem. Isso significa apontar sempre para a relação entre indivíduo e grupo, pensamento e sentimento, arte e ciência. Trata-se, portanto, de uma visão sistêmica orientada por uma filosofia de educação aberta a processos de transformação e crescimento, tanto para os educandos quanto para os educadores.

    Buscamos o desenvolvimento da criança e sua construção de noções e não apenas o assimilar do conhecimento social acumulado. O importante é que a criança desenvolva um conhecimento abrangente, crítico, interrelacionado, significativo; que aprenda a buscar respostas, a fazer relação do aprendizado com sua vida e não apenas associá-lo a conteúdos meramente escolares sem sentido para ela. Para nós, os livros paradidáticos construídos pelas crianças, os jogos corporais e de regra, têm um papel fundamental nessa metodologia.

    http://www.viamagia.org/

  • Michelli Lorenzi

    Existe uma iniciativa do governo mapeando inovação e escolas no Brasil: http://criatividade.mec.gov.br/mapa-da-inovacao

    Além disso, existe o documentário “A educação proibida” que traz muitas escolas criativas e inovadoras no Brasil.

  • Marcelo Andriolli

    Faz uns 4 meses que acompanho o Guncast, porém sempre no “corre” não conseguia comentar aqui. Animal o REVOAL! Em especial esse sobre esse livro, está sensacional! Tem um escola particular aqui em Florianópolis que é fora da curva, chamada Escola Waldorf Arandu (http://www.arandu.com.br/), não é aos moldes da Escola da Ponte mas tem base na antroposofia.

  • Taiolor Morais

    Murilo, indicação de escola, cito o Colegio Carbonell de Guarulhos, onde estuda minha filha Duda Morais de 09 anos, sendo umas das referências em modelo de aprendizado na grande São Paulo. Além da infra estrutura do colégio, outras Coisas diferentes por aqui: Estimula a interação entre culturas, trazendo alunos de fora do Brasil para ficarem algumas semanas aqui trocando experiências, o sinal do recreio são musicas que se alinham com as série das crianças, bilíngue inglês desde 1º ano sem custo adicional para os pais, maratonas culturais temáticas, enfim, quando estiver em SP e puder visitar, me avise! Um abraço do Tai

  • http://www.projetopotencia.org/ Varlei Xavier Nogueira

    Disclaimer: Este comentário e os outros próximos do Revoal, provavelmente parecerão mera divulgação, mas não é. É só a minha forma de contribuir e aí, papai, não tem jeito: preciso falar das minhas experiências.

    Antes, volto a dizer. Você precisa mesmo ler o livro “Volta ao Mundo em 13 escolas.”. Tem várias escolas aqui no Brasil que você precisa conhecer.

    Bom, mas vou aqui falar sobre a “minha escola”. Se bem que ela está dentro de uma instituição maior, mas a forma como ela opera, me faz considerá-la uma escola, porque na minha opinião, escola é, na final das contas, o lugar onde se aprende. O nome da minha escola ou “Instituição de Aprendizagem” se chama “Grupo Brinquedo Torto”, está situada em Santo André e funciona como um Projeto de Teatro Estudantil como atividade extracurricular. E aqui vou explicar por que eu considero este projeto realmente um espaço de aprendizagem e não apenas um projeto em que se faz “teatrinho”.

    Neste espaço, os integrantes, que não gosto de chamar de alunos, além de serem apresentados à linguagem teatral, normalmente desenvolvem um processo criativo e colaborativo para a criação de espetáculos, que ficam em temporada por um mês, justamente entre setembro e outubro. Daqui a pouco eu falo mais sobre isso. Imagina só: uma molecada que pesquisa e cria um espetáculo com dramaturgia própria, proposta cênica e trilha sonora original. Mas não é só isso; é um projeto de empreendedorismo também. porque para produzir o espetáculo, os custos com os figurinos, cenários, material gráfico e outros recursos, não são financiados pelos pais ou pela escola. O grupo precisa encontrar recursos para viabilizar a produção. Festas, bingos, venda de doces, até crowdfunding nós fizemos e conseguimos levantar, além da produção, uma grana para o lançamento do livro de uma das atrizes, que escreveu um diário de bordo da sua personagem e que ficou incrível.

    Não só isso. A gente fica em cartaz com o espetáculo porque, você sabe disso, a experiência com o público transforma o espetáculo e produz aprendizagens que eu, professor, seria incapaz de promover sozinho. E após o espetáculo, sempre sentamos para ouvir o público num bate papo, onde se comenta sobre a peça (e o grupo exercita a capacidade de receber feedbacks), se faz perguntas sobre o processo criativo (e se treina a explicabilidade) e depois deste papo, fazemos ajustes na peça para a próxima apresentação. Nosso espaço de apresentações é um galpão adaptado atrás da quadra de esportes, que transformamos em teatro. Nossa capacidade de público é de 50 pessoas, mas vendemos ingresso online e recentemente o grupo, o grupo mesmo, comprou uma maquininha de cartão para oferecer comodidade à plateia que nos assiste. A produção executiva é encabeçada por uma aluna mais experiente do grupo, que no último ano do ensino médio, deixa de atuar e assume esta função. Como ela diz, “está fazendo um curso de administração na prática”. Ela cuida de toda a finança do grupo, paga os boletos e me diz o que pode e o que não pode ser feito com o dinheiro. E a renda obtida com a venda dos ingressos já tem destino certo: participamos de um encontro, um Intercâmbio Cultura entre jovens que fazem teatro estudantil no Grande ABC e na reunião de Pará de Minas – MG. Ou seja, a bilheteria paga a viagem.

    E por que eu estou dizendo tudo isso aqui? Porque tem tudo a ver com uma das insights deste episódio: “Não podemos ceder perante a facilidade.”. Fazer as coisas deste jeito, não é pedido de ninguém. Me dá muito trabalho, dor de cabeça, muitas vezes gera um problema para explicar para os pais a importância do que estou fazendo. A escola não me pede isso, eu faço porque quero, porque é o que eu acredito e é o que eu sei que produz resultado. Não é o mais fácil a se fazer. Mas vale muito a pena. Estamos em cartaz até dia 08 de outubro. Estou deixando todas as informações com a Aninha e tem dois vídeos que uma menina de 12 anos fez pra vc, depois que assistiu a uma palestra sua no youtube.

    Bom, é isso. Como disse, parece divulgação, mas não é. Estou compartilhando minha experiência. Vou fazer isso em todos os outros episódios desse revoal. Não vai ter jeito.

    Beijo na testa.

  • Gabriel Andretta

    Grande Murilo, tudo certo?

    Indico a escola http://www.colegiologosofico.com.br/ que é baseada na ciência Logosófica. Uma ciência criada em 1930 pelo pensador e humanista Carlos Bernardo González Pecotche em Córdoba, na Argentina.
    Criou essa pedagogia que leva o aluno a conhecer a própria psicologia para ter consciência dos recursos que possui pra aprender de forma mais inteligente e sensível. Nela se ensinam as disciplinas correntes com um método diferente.
    Conheci essa escola e fui na sala de aula conhecer essa fantástica pedagogia. A professora me apresentou aos alunos e disse-lhes para manifestar aquilo que mais gostaram de aprender ao longo do ano. As mãozinhas se levantaram para, ordenadamente, cada aluno manifestar. Entre as respostas das crianças de 5 anos eu ouvi: “estou aprendendo a ser organizado”, “estou aprendendo a me superar”, e claro os bagunceiros diziam “estou aprendendo a não brigar com meus amigos”.

  • Clareana Sara

    Gun, te convido a conhecer a Escola Ayni, em Garibaldi, RS – http://www.fundacaoayni.org/
    Um projeto lindo que está em desenvolvimento com a apoio do poder municipal. E to adorando ouvir teus estudos sobre educação infantil.

  • http://tiago.justino.com.br/ Tiago Justino

    Melhor frase: “para haver qualquer tipo de transformação em crianças, precisa primeiro haver transformação em adultos”

  • Jocinei Antonello

    Vi que alguns já falaram da Escola Ayni, em Garibaldi, RS – http://www.fundacaoayni.org/, mas reforço que conheça essa escola.

  • Ivana Bosnic

    Escola da Ponte é demais. Grande José Pacheco! Mt massa teres investigado sobre essa escola. Quando voltares à Portugal e quiseres uma carona até a escola me avisa que a gente combina essa parada hehehe. Sou doida pra conhecer a Escola! 😀

  • Sarah M Callegaro

    Adorei o podcast.
    Adorei os seus insights.
    Você está prestando um serviço de utilidade pública divulgando esses conhecimentos sobre a escola da ponte e sobre esse novo modo de fazer escola.
    Mas acabo ficando desesperada porque todos os dias levo meu filho para uma escola tradicional com uma dor no coração sabendo que ele será limitado e encaixotado e abarrotado de conteúdo.
    Na cidade onde eu moro (Natal/RN) não encontrei nada parecido.
    Que vontade de largar o emprego e abrir uma escola!

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