A Ilusão de Ícaro

Ícaro é um personagem mitológico e eu quero contar a forma como Seth Godin, que escreveu um livro a respeito de tal história, explica um lado que pouca gente conhece.

Pelo que contam, Ícaro e seu pai Dédalo fizeram algo errado e foram presos. Na prisão, Dédalo criou um par de asas de cera para Ícaro fugir e falou para ele não voar muito alto, perto do sol, porque a cera poderia derreter.

Ícaro, por sua vez, ficou pirado com essa possibilidade e voou muito alto. A cera derreteu e ele caiu no mar e morreu. Qual a lição que fica? Não desobedeça. Não deseje ir muito alto. Não pense que você pode ir além.

É uma lenda limitante, óbvio. Além disso, tem uma parte desse mito que não contaram. Dédalo também instruiu Ícaro a não voar muito baixo, perto do mar, porque a sustentação das asas seria destruída.

O fato é que a sociedade foi moldando esse mito. Criou-se uma cultura de que sempre somos lembrados do perigo de irmos longe demais. Somos estimulados a nos contentar com pouco.

Dentro disso, vale falar dos provérbios que também nos limitam. Por que é melhor um pássaro na mão que dois voando? Num mundo de mudanças, se contentar com pouco é muito perigoso.

Ao fazer isso, nos auto-enganamos e também decepcionamos aqueles que dependem de nós. Como disse Seth Godin, “somos obcecados pelo risco de brilhar e fazemos todo o possível para isso não acontecer”.

Falando desse assunto, me lembrei de quando larguei o ensino médio. Isso parece uma coisa bem louca e as pessoas poderiam pensar: “Ah, meu Deus, como um pai em sã consciência pode deixar um filho largar o ensino médio?”

Pois foi isso que aconteceu e não foi o fim do mundo. Pelo contrário. Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado naquele momento. Já tinha experiência, pois trabalhava desde os 13 anos e o momento era ótimo, com o boom da Internet.

Acabou que não voltei ao colégio, fiz supletivo, entrei no modo concurseiro, fiz vestibular (que era o mais difícil) e passei. Então, a mensagem é que vale a pena correr riscos calculados. Agora, se você está se contentando com pouco, é porque está de brincadeira na tomateira.

FRESNO

Por coincidência, a banda Fresno gravou uma música sobre o tema. Vale conferir a letra e o vídeo!

Icarus

Compositor: Lucas Silveira, Gustavo Mantovani, Mario Camelo e Thiago Guerra

Munido de coragem e de asas em seus pés
Foi que ele disse adeus pro chão
E a Terra nem sequer pensou em lhe retribuir
Levou consigo um sonho nas mãos

Se existe prisão é pra você fugir
Eles nem vão perceber quando a gente sumir
A sombra desse medo vai te destruir
Ainda temos muito pra viver

Todo dia as horas se recusam a passar
Se os olhos fecham pro agora e você diz não
E se você quiser ver que não importa o lugar
E que o que prende você é algo que você não pode enxergar

Está nas suas mãos

Se existe prisão é pra você fugir
Eles nem vão perceber quando a gente sumir
A sombra desse medo vai te destruir
E ninguém vive a vida por você

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Insights 

– Temos uma cultura que fala do perigo de querermos ir longe demais;
– A Revolução Industrial tornou a arrogância um pecado capital;
– Um erro muito comum é se contentar com pouco;
– Os provérbios limitam muito. Por que um pássaro na mão é melhor que dois voando?
– Na história de Ícaro, contam que voar baixo parece seguro, mas não é;
– Num mundo de mudanças, se contentar com pouco é muito perigoso;
– A gente acaba estabelecendo expectativas baixas e sonhos pequenos e aí a gente se contenta com muito menos do que somos capazes;
– Quanto por cento da mente é subutilizada por causa desse mindset de se contentar com pouco?
– Ao voar baixo a gente decepciona com nós mesmos e com aqueles que dependem de nós;
– Como diz o Seth Godin, “somos tão obcecados pelo risco de brilhar que fazemos todo o possível para evitar isso”;
– O caminho disponível para cada um de nós não é nem a estupidez imprudente, nem a obediência negligente;
– Coisas boas merecem ser relidas porque os múltiplos impactos ajudam a memorizar as coisas. 

Episódios Futuros (quem sabe!);

– Dra. Amélia, minha sogra, compartilhando suas sacadas.

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FALOU, PAPAI

Edição: Sancler Miranda
Produção: Renato Ribeiro

 

  • Wellington Fernando da Costa

    Cara, muito bom o podcast, já estou concluindo que o “mindset” da grande masa mundial foi uma criação miraculosa da “revolução industrial”.
    O “fulcro”, The Blacklist”.

    • Renato Ribeiro

      kkkkkkk

  • Marx Junior

    Murilo, esse tipo de mito são como prisões que bloqueiam o potencial das pessoas. O mais louco disso é que a chave da cela esta na mão da pessoa. Ela pode sair a hora que quiser.

    Uma outra lenda mitológica limitante é a história de Sísifo. Ele foi condenado por sua engenhosidade. Passou a eternidade carregando uma pedra ao topo do monte e quando chegava lá, a pedra rolava até a base e ele tinha que buscá-la.
    Leiam Em Busca do Ócio. Conta esta história.
    Mas leiam para ficarem atentos a este tipo de prisão e não cair nelas.

    Não é menosprezar as tarefas repetitivas e operacionais. Elas são importantes. Mas o ser humano tem uma capacidade incrível e deveria explorar mais.

    • Renato Ribeiro

      Bem lembrado, Marx! Obrigado pelo alerta!!! 😉

  • Sabrina Sato

    Dando o gancho do episódio passado sobre coaching com esse sobre mitos e lendas (em particular os limitantes), fica um contribuição que considero extremamente transformadora (por experiência própria, inclusive): uma coisa só tem SIGNIFICADO quanto você atribui um a ela.

    Um determinado episódio da sua vida (ou um mito, lenda ou história) te limita ou te expande dependendo daquilo que significa para você! Sempre nos espantamos com as histórias de pessoas que passaram por situações traumáticas e fizeram coisas fantásticas depois: é o significado que ela deram à situação que faz a diferença!

    E mais que isso, é poderoso entender que você pode RE-SIGNIFICAR coisas na sua vida! Se antes algo te remetia a fracasso, medo e limitação, ela pode passar a ser algo que te expande, encoraja e incentiva! Não é simples, mas é possível! A mente humana é um celeiro de oportunidades para ser feliz!

    Abraços

    • Renato Ribeiro

      Falou tudo Sabrina, obrigado por compartilhar isso!!! :)

  • Neno Almeida

    Meu pensamento sobre isso é que as pessoas querem viver na estabilidade e desfrutar dos logros da ousadia.

  • anna_cruz

    Rapaz, eu tenho escutado o seu podcast há um tempinho, mas nenhum episódio tocou tanto na minha ferida quanto esse! Muito obrigada mesmo, foi o último empurrão que eu precisava pra mudar meu mindset de vez! =D Parabéns

    • Renato Ribeiro

      Que lindo ouvir isso Anna! Murilo também mudou a minha forma de ver o mundo!!!

  • Carlos Kikuti

    É a velha história do “abrir minha empresa x ser empregado x concurso público”

    • Renato Ribeiro

      hehehehe. Verdade!!!

  • Cid Ribeiro

    Complementando e concordando com o comentário de Marx Junior, tanto com relação a Icaro quanto sobre Sisifo, a manipulação da mente, seja de outrem ou de sua própria, para o bem e para o mau, é a forma mais perigosa de se atingir o sucesso ou o fracasso.

    Vejam que no mito de Icaro um pai constrói um artifício para libertar o filho mas que na verdade termina por matá-lo. Limitar à variável “obediência” é direcionar a interpretação para um fim objetivo. Optou por lhe dar o “livre arbítrio”.
    Sou um grande apreciador de mitologia. Admiro a forma com que os mitos transmitiam (e ainda transmitem) valores. Costumo compará-los à forma de adestramento dos elefantes na Índia (ou sei lá qual é exatamente o país), enquanto pequenos são presos com correntes até que se acostumem a não mais tentar se libertar e quando crescem podem ser presos com frágeis cordas. Hoje uso o termo “amarrar um elefante com um pedaço de barbante”.
    Fui funcionário de uma grande empresa privada. Os funcionários dessa empresa, desde o primeiro dia, são “doutrinados” a acreditar que a empresa faz um grande favor em permanecer com cada colaborador. Todos são orientados a crer que fora da empresa não há “vida” e que sofrerão muito se desligados. Criou-se uma “caverna” psicológica”.
    Poderia também usar como exemplo o serviço público (sem querer generalizar), mas principalmente o fator estabilidade acaba por amputar talentos de suas reais aptidões. O fato é simples, o reordenamento mental de uma sociedade seria suficiente para melhorar muita, mas muita coisa. Pena que não seja possível fazê-lo via wi-fi.

    • anna_cruz

      Só te complementando Cid não é apenas a estabilidade que amputa os talentos do serviço público, há também a morosidade para a atualização das cosias e a falta de incentivo a inovação. Pessoas que possuem um mindset diferente e não se conformam, não se contentam acabam saindo para outros lugares. No final das contas só há 3 opções: 1) se conformar 2) sair 3) se rebelar e ficar tentando lutar contra, sem mtos resultados e ter um infarte.

      • http://gabrielgoismelo.com.br Gabriel Gois

        A famosa “inércia do status quo”

  • Ana Vasconcelos

    Certa vez li uma tirinha do Calvin e Hobbes, que adoro, na qual o Calvin ficava muito triste porque tinha criado uma grande expectativa e depois se decepcionou. Na época, tirei a “”lição”” de que não se deve criar grandes expectativas, e que esperar sempre algo ruim de uma situação era a chave para evitar a decepção. Na minha cabeça, quando comprava um presente para alguém por exemplo, ao invés de esperar que fiz uma boa escolha, e que aquele presente iria agradar a pessoa e trazer um momento de alegria para mm e para ela, eu sempre imaginava o pior cenário. A pessoa odiaria o presente e tudo sairia mal. Assim, se a pessoa de fato não gostasse do presente, tudo bem, eu já “esperava”. E caso ela gostasse, “Maravilha! Uma surpresa!”.

    Esse mindset me contaminou por um bom tempo. E foi o período muito ruim. Eu olhava para as outras pessoas fazendo coisas legais e me sentia mal porque aquilo não acontecia comigo. Mas as coisas não aconteciam porque eu não fazia NADA para que elas acontecessem. Eu não buscava, não ousava, e COVARDEMENTE me contentava com pouco.

    Alguns anos depois consegui perceber que fui eu que escolhi me aprisionar daquela maneira e que da mesma forma eu poderia escolher me libertar.

    Esse episódio me lembrou na hora dessa história, principalmente com a frase “Somos tão obcecados pelo risco de brilhar que fazemos todo o possível para evitar isso.” É preciso coragem para mudar de mindset, e coragem, pra mim, não é “não temer”, e sim “agir apesar do medo”. O conforto e a ignorância são tão atrativos como uma droga, mas uma vez que nos libertamos, “uma vez que abrimos a mente”, é um caminho sem volta! (Ainda bem)

    • http://gabrielgoismelo.com.br Gabriel Gois

      Ana, tem um desenho animado chamado robôs, não sei se você já assistiu.

      Em um dado momento, em que o protagonista experimenta o fracasso, um outro diz:
      “nunca tente, nunca falhe. É o meu lema”

      Obviamente isso muda durante o desenrolar da trama, mas é algo que diversas vezes estamos condicionados a fazer. Essa crença limitante precisa deixar de existir para alcançarmos novos horizontes sem nuvens.

      • Ana Vasconcelos

        Bem lembrado Gabriel Gois! Eu ja vi essa animação sim!
        Concordo com o que você disse.

  • http://www.sonhofitness.com.br Carolina Rocha

    Infelizmente, a maioria dos pais nos instruem, sem maldade, que não devemos sonhar muito alto, para que também não tenhamos uma decepção muito grande e sem saber nos limitam. Mas, felizmente você, o Flávio Augusto, entre outros… nos reeducam para quebrar os limites das nossas aspirações. Como diz o
    Jorge Paulo Lemann: “Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno.”

    Obrigada pela lição e incentivo da semana!

    • Renato Ribeiro

      Verdade Carol! Meu pais, principalmente minha mãe, têm um mindset MUITOOOOOO LIMITADO. Graças a Deus temos Murilos, Flavios, Conrados e companhia para quebrar isso! rs

  • Têneli Müller

    Boa tarde a todos , a Dani levantou uma questão legal , outras possíveis historia para outros podcast, uma vez falando com um filosofo e ele comentou sobre uma historia do irmão de Platão em uma conversa com Sócrates , o irmão de Platão perguntou a Sócrates , qual era o segredo da felicidade ? Sócrates então ficou 30 minutos em silencio para dizer : NÃO SEI , se fosse hoje em dia , estaria de brincadeira na tomateira , mas não , até o NÃO SEI de Sócrates tem ensinamento , Sócrates queria dizer que era impossível dizer o segredo da felicidade pois , o que é felicidade para ele , pode não ser felicidade para o irmão de Platão , nos dias serve para tudo na vida , algumas formulas magicas distribuídas na Internet pode não funcionar para você , acho que o exemplo clássico é a formula de lançamento , funciona , mas nem todos conseguem sucesso , temos que construir nossos parâmetros , ver o que melhor se enquadra nos nossos resultados , e sem brincadeira na tomateira , vlw papai e hoje com a ilustre presença da mamãe , faltou a sereia , mas logo menos ela estará no #Hardworkpapai , abraço !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Renato Ribeiro

      Faltou a sereia foi otimo!! hehehehe

  • Diogo Droschi

    Episódio excelente. Uma ótima leitura pra destravar um pouco dessa nossa auto sabotagem é um livro chamado “Quanto você aceita ganhar?” do economista José Carlos Flesh. Já está esgotado na editora, mas acha fácil no Estante Virtual. Uma das ideias dele é que o maior problema para se ganhar dinheiro é o medo de ganhá-lo. Vale a pena.

  • Virginia Benicio

    Murilo esse Podcast foi feito pra mim , vivia aprisionada na crença limitante de que não tinha capacidade suficiente de voar muito alto , apesar da formação acadêmica, apesar dos cursos, apesar da experiência profissional, o fator insegurança me “reduziu” um pouco diante dos colegas profissionais , a falta de capacidade de não saber me impor e vender minhas idéias , por pouco não fizeram com que eu me tornasse alguém frustrada, mesmo fazendo o que gosto e sem me destacar muito, vivi dias quase eternos de “brincadeira na tomateira ” , posso dar meu “testemunho” aqui que depois que comecei a lhe “seguir” nas redes sociais e ouvir os podcasts estou começando a pensar “fora da caixa” e derrubar alguns mitos que talvez, eu mesma tenha criado e engessado minha carreira, tem poder quem age, mas a coragem pra começar a agir tem sido trabalhada de uma maneira bem sutil.Enfatizei dois episódios em minha timeline, não sei se posso…mas quis enriquecer meu face de alguma forma com tudo que tenho aprendido.

    Observação: Conheci vc em um Stand Up Comedy aqui em Fortaleza e desde então virei sua fã e torço muito para que seus projetos consigam impactar mesmo bilhões de pessoas , porque por aqui tens feito já um excelente trabalho.
    Muito obrigada!

    Um grande Abraço !

  • Thiago V. Gomes

    O homem sempre busca aquilo que pode controlar, um grande exemplo disso é o planejamento onde você traça metas, cria estratégias, e etc … A competência ela é refletida no seu comportamento, hoje o mundo está tão engessado tão cheio de parâmetros, burocracia, que as vezes ser bem sucedido em meio a tanto bloqueio chega a ser utópico, só quem dispõe de um bom status, influência, chega- lá. As pessoas aceitam tantos boicotes que o simples fato de alguém pensar diferente ver o mundo por uma outra perspectiva se torna algo repulsivo, assim como Ícaro teve uma grande oportunidade porém não tinha a capacidade do entendimento e respeito pela sua ferramenta (asas), pode se dizer que o mesmo acontece hoje empreendedorismo é lindo quando o empreendedor sabe o que está fazendo e têm como seu foco as pessoas (impacta- las positivamente), alguns Ícaro estão sendo formados hoje por conta do desemprego, Tipo o Empreendedorismo é a asa o dinheiro é a Cêra e o Sol a realidade, no começo tudo é lindo investi – se todo o dinheiro no projeto (asas), o planejamento é feito focado muitas vezes em receita, visando o retorno imediato dos valores, as pessoas são esquecidas nesse projeto (afinal não se tem a competência para se gerar resiliência em seu empreendimento ), e você levanta vôo… o dinheiro começa a aparecer os ânimos começam a se elevar, e Sol está próximo , não as asas começam a se desmanchar e seu negócio vai mal e sonho começa a se desmanchar e o negocio morre, e você aprende da pior forma (dramatico não kkkk), bom ter vontade é lindo mas competência ainda é o diferencial Hard Work mal direcionado é péssimo

  • https://www.youtube.com/user/aNGELcLEYDSON Cleydson Barbosa

    E se o mar ao qual Dédalo se referiu for o “mar de gente”?

  • http://gabrielgoismelo.com.br Gabriel Gois

    Achei o episódio incrível, tenho algo a acrescentar.

    Embora o sol venha a derreter as asas de ícaro, existe um pequeno momento onde ele pode ir além do limite imposto: um eclipse solar. Seria um momento muito específico – único – onde o timing permitiria que ele controlasse o risco completamente e, quem sabe, criar uma disrupção. Claro que no mito isso não existe, mas é algo que ocorre conosco em vários momentos, quando algo que seria impossível se torna possível por apenas um período de tempo.

    Você precisa estar atento.

    • Renato Ribeiro

      Legal isso hein, não tinha sonhado com essa possibilidade, hehehe

  • Túlio Fernandes

    Esse episódio tem uma mensagem muito forte, todos temos muito medo de arriscar, sempre estamos presos a padrões e nos comparando com outras pessoas, assim deixando as oportunidades passarem, esses 16 minutos me fizeram mudar meu mindset para esse ano, arriscar tentando calcular os riscos.

  • Rafael

    A respeito do risco de brilhar, lembrei de uma frase, discurso, carta, não sei ao certo, de Nelson Mandela, onde ele fala exatamente sobre isso: “Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?” Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?…Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.” :)

  • Dennis Penna

    Muito bom esse episódio Murilo.

    Com certeza existe em risco em voar muito alto, que é cair e se machucar. Mas com certeza o risco de voar baixo é muito maior, por que leva a uma vida medíocre e pode demorar muito para perceber isso (ai quando a pessoa percebe a cagada, muitas vezes já passou a vida inteira).

    O Romero Rodrigues, fundador do Buscapé, tem uma história muito legal a esse respeito (segue o link de um vídeo desse trecho da palestra dele: https://www.facebook.com/dennis.penna/videos/10200980762517259/?theater). Acho que você vai gostar.

    Um abraço,

    Dennis Penna
    POLO PALESTRANTES

  • Felipe Quaresma Madureira

    Achei interessante a questão da sorte ser o encontro da competência com a oportunidade. Também enxergo a sorte como uma questão probabilística. Ou seja, se você tem muita ou pouca sorte pode ser interpretado como a probabilidade que você tem de você capturar uma determinada oportunidade. E construindo suas competências, mesmo sem enxergar uma oportunidade logo ali na esquina, você aumenta sua probabilidade de capturar oportunidades. Ou seja, você aumenta sua sorte.
    Já tive resultados que outros falavam “você deu muita sorte”…na verdade eu criei a minha sorte, porque lá atrás eu construí minhas competências e ralei pra cacete para estar pronto para capturar essa oportunidade.

  • Ivanor L. Rabelo Junior

    Muito interessante como estes provérbios limitantes estão impregnados em nossa cultura, principalmente entre os mais velhos. Escutei este podcast a presença de um tio que de tão programado para seguir o que foi lhe ensinado desde criança, conservando sempre o pouco que se tem sem se arriscar a ir mais longe, que ele entendia exatamente o contrário que o Murilo dizia. Ao final de cada insight o velho dizia: “tá vendo, realmente a gente deve se contentar com o pouco que a gente tem”.

    Eu não me atrevi a contrariar meu tio.

    Mudando completamente de assunto, Sr. Murilo Gun errou no uso do termo ‘ARROGÂNCIA’.

    Arrogância: qualidade ou caráter de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros; orgulho ostensivo, altivez.

    Ambição: anseio veemente de alcançar determinado objetivo, de obter sucesso; aspiração, pretensão

    Pelas definições e no contexto do podcast, acho que o que ele quis dizer é que “a ambição se tornou um pecado capital com a revolução industrial”.

    Alguém tem que fazer o papel do chato e corrigir os outros. rs

  • Petterson Andrade

    Vem muito de encontro com um post desta semana do Flávio Augusto sobre o bloco. Flávio perguntou se as pessoas se sentem com um bloco de concreto em cima impedindo que você cresça. Nós estamos presos. “Eles” não querem que a gente cresça. Como diz a música do Michael Jackson: The dont care about us.

    https://www.youtube.com/watch?v=QNJL6nfu__Q

  • Patrícia Paiva

    Acredito que um sentimento muito pior do que o medo de arriscar, é o arrependimento de não ter feito algo. Usando o mesmo exemplo do Murilo que foi o de largar o ensino médio, eu não larguei o ensino médio, passei 3 longos anos da minha vida indo para a escola todos os dias e não aprendendo nada pois estudei em escola pública onde o ensino era muito ruim, tive que dedicar meu tempo durante o ensino médio e posteriormente também para fazer cursinho e aprender tudo o que eu devia ter aprendido. Hoje vejo que foi um grande erro deveria ter dedicado esses 3 anos para estudar outras coisas e depois ter feito supletivo também. E hoje a sensação de tempo perdido é muito maior do que o medo que eu tinha de largar a escola.

  • Marcelo Carneiro

    Conhecia essa história não como Ícaro mas sim como Faêton, filho de Helios (o Sol) na mitologia grega.
    Essa historia está no livro do Cortella, Não Espere pelo Epitáfio!

  • http://www.vidadetrainee.com Cintia

    Muito legal esse episódio! Fiquei aqui me sentindo especial porque, desde os 12 anos de idade, quando aprendi sobre esse mito no Clube da Leitura do colégio (sou muito nerd! kkk), já aprendi do jeito “certo”, ou seja, com a história completa. O mais legal da mitologia grega é que os mitos são interligados entre si. Esse por exemplo começa com a construção do labirinto do Minotauro por Dédalo, pai de Ícaro. Mais pra frente, ele ajuda Ariadne com o plano para Teseu matar o Minotauro e escapar do labirinto. Por fim, Dédalo é preso junto com o filho por ter ajudado Ariadne e é aí que finalmente temos a história do vôo de Ícaro muito perto do sol.

    Para mim, essa história sempre teve uma moral relacionada a encontrarmos um equilíbrio, pois os extremos são sempre ruins (para cima ou para baixo).

    De todo o modo, foi uma bela reflexão!

    Ah! E faltou o Sancler sinalizar que o Murilo falou de um episódio futuro com outros livros de Seth Godin. =)

    • Fagnner Sousa

      Mitologia grega é muito gostoso de ler. Eu não sei explicar o porque, mas os mitos gregos conseguem impactar de uma maneira forte e a gente lembra de algumas histórias pra sempre!

  • Maiara Giacomelli

    Já li esse livro e é fantastico mesmo.

  • Fagnner Sousa

    Eu diria que estou obcecado com o o risco de dar o primeiro passo e não necessariamente de brilhar. Meus referenciais são muito altos, mas falta a energia do start, vendo essa limitação me rodeei esse ano de pessoas que são muito “vai lá e faz” e graças a isso já estou me movimentando pra começar alguns projetos. Se Ícaro morreu por ter voado perto demais do sol, também não posso morrer pelo medo de pular e voar. Até porque estabilidade não existe mesmo.

  • Diogo Tatsch dos Santos

    Fly, on your way, like an eagle,
    Fly as high as the sun,
    On your way, like an eagle,
    Fly touch the sun.

  • Nicandro Campos

    Feedback pro Murilo: quando você pedir a opinião de alguém, deixe a pessoa falar.
    E dê os parabéns a sua sogra, que aceitou o seu corte com muita elegância.
    E não brigue comigo!

  • Eduardo Ehle

    Baita Post!!

  • http://www.felipetrombini.com.br/ Felipe Trombini

    Isso é o que acredito. Voar nem muito alto, nem muito baixo. Afinal, você estar voando é uma vantagem que te poe a frente de toda a população, então se mantenha voando.

    Mais que isso, aprender suas limitações. Tente ultrapassa-la, mas respeita-a.

  • Augusto Consulmagnos Romeiro

    É engraçado como as pessoas sempre distorceram a história, o problema não é e nunca foi a ambição de voar alto o problema era ser arrogante e se achar tão bom que não deu ouvido aos outros.
    Ou seja querer voar alto todos devemos escutar os outros também, óbvio precisamos filtrar.

  • Diógenes Menezes

    Tem uma frase que falo e acredito que descreve bem o desejo de crescimento ilimitado “É melhor dois pássaros na mão do um na mão” pode até parecer simples demais e até tosca, mas tem um grande efeito sobre minha vida.

  • Vinicius Afonso Santana

    Primeira coisa que lembrei foi da musica deles HUAHUAHAHA
    Mas é isso aí, achei muito foda sua opnião.
    Meus pais querem que eu termine a faculdade antes de botar a mão na massa, mas eu estou trabalhando em um projeto que acredito ter tudo pra dar certo, mas ta me faltando tempo.
    Ta faltando coragem pra ir la trancar e falar para os meus pais TA NA HORA.
    Acho que vou coloca-los para ouvir GunCast kkkkkk

  • Rafael

    Na aviação, em geral quanto mais alto e mais rápido você voar, mais seguro você estará, pois caso a sua aeronave sofra uma pane, a sua altitude e velocidade podem ser convertidas em uma maior distância de planeio, assim, você terá mais tempo para tentar recuperar a aeronave ou encontrar um local mais adequado para um pouso forçado.
    Ou seja, pilotos não devem seguir o conselho de sua mãe, por melhor que seja a intenção dela: “Vai com cuidado filho(a), voe baixo e devagar”

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