Oi! Como vai?

O episódio de hoje é sobre Aprendizagem Significativa, teoria de David Ausubel que propõe que quanto mais conhecimento no repertório relacionado ao tema estudado, maior serão os números de conexões e âncoras, aumentando a retenção do novo aprendizado.

Além disso, Murilo conta sobre sua ideia de linha do tempo histórica utilizando uma Chalkboard Tape.

Nesse episódio, foram capturados 4 insights:

  • “Os quatro pilares do framework são: curiosidade, imaginação, coragem e paixão.”
  • “Quanto mais conhecimento você tem, melhor aprendedor você é.”
  • “Seja criativo você, e dê o exemplo.”
  • “Não adianta você querer transformar os outros – e educar é transformar – sem você ter se transformado primeiro.”

  • Rafael Menezes

    A uns dois anos eu li o livro “so good they can’t ignore you” do Carl Newport. No livro ele usa a teoria do “adjacent possible”, do Stuart Kauffman, para explicar justamente o que vc falou no podcast.
    Ele explica que só quando vc amplia o seu conhecimento em um determinado assunto, vc se torna mais apto a fazer conexões com outras áreas (em linhas gerais).

    O Steven Johnson cita essa teoria também no livro “where good ideas come from” mas esse eu não li ainda então não posso recomendar, mas o do Newport eh sensacional.

    • murilogun

      nunca li o Newport! vou catucar 😉

  • http://www.projetopotencia.org/ Varlei Xavier Nogueira

    Fala, Murilo! Lá vou eu para mais uma reflexão minha para mais um dos seus episódios.
    Em primeiro lugar. quando você fala sobre ser criativo dando exemplo e educar é também transformar-se, além de concordar plenamente (não que isso importe), vejo que muitos dos problemas da educação e da aprendizagem surgem daí. Muitas vezes o professor não exercita a própria criatividade e não busca a própria transformação.
    Quando eu estava em sala de aula, como professor regular, eu ficava desesperado quando percebia que estava repetindo fórmulas, dando a mesma aula que em anos anteriores. Eu me sentia um impostor, um bosta… o sentimento era péssimo. Na faculdade eu tive uma professora incrível, mas a imagem que eu tinha sobre ela desmoronou quando eu descobri que ela dava a mesma aula há décadas, inclusive com as mesmas piadas.
    Com meu grupo, procuro sempre ser alguém diferente a cada ano e digo para a molecada. Se eu não estiver evoluindo e aprendendo, está errado. Alguns alunos antigos costumam dizer, quando me visitam e acompanham os ensaios atuais: “nossa, vc está muito diferente.”. Eu penso: que bom… imagina se eu estivesse sempre repetindo a fórmula. A cada ano que passa, eu busco acrescentar ferramentas de trabalho à minha prática. A última foi a Moeda Social do Brinquedo Torto. Falarei sobre ela num outro momento.
    Outra coisa que costumo fazer, já que estamos fazendo Teatro Estudantil e o grupo já possui 9 anos de história, procuro situar aquele momento, dentro da timeline do próprio grupo, fazendo relações com os trabalhos anteriores que produzimos, refletindo sobre os resultados desejados e indesejados, usando exemplos positivos e negativos. Fiz até uma imagem baseada no meme “Você não”, que aconteceu há um ou dois meses atrás. Isso funciona muito. Também costumo colocá-los como parte da história, dizendo que, haja o que houver, eles serão lembrados por seus feitos. Costuma dar resultado.

  • Rafael Menezes

    Ah, esqueci de mencionar que sua ideia da timeline eh sencacional!
    Nao tenho condicoes de criar uma timeline dessa na parede de casa entao pesquisei na internet sobre alguma tool que me desse a mesma experiencia e descobri a Timegraphics:

    https://time.graphics/

    Super facil de usar, vc pode criar multiplas timelines, todas sem limitacao de tempo, cada uma pode ser configurada como publica e privada… perfeito.

    Comecei a colocar eventos de minha vida tipo periodos de emprego e datas importantes.
    Muito boa a sensacao da visualizacao.

    • Rodrigo Aguiar

      Muito Massa Rafael !!!

      Vou usar !!!

      Abraço

  • Gabriel Trindade

    Cara, sou professor de matemática e dou aulas dando, sempre que possível contexto histórico. Sempre falo sobre significado, a galera de educação se apega muito a contextualizar e forçam a barra pra isso, mas o que importa de fato é dar significado. Sobre Bhaskara, ele é da época de 1100 um pouco mais ou mais ou menos e Pitágoras foi mais ou menos 500 e pouco antes de Cristo. Concretude é importante para o ensino, mas a grande sacada é mostrar o concreto mas não dar o concreto, fazê-los imaginar algo concreto. exemplo : Quando dou aula pras crianças nos enxergamos os números, algo abstract, como peças de lego, algo concreto. Mas não temos as peças em mãos, essa parte devemos imaginar, cada um imagina a sua, é muito foda. estarei no encontro com você e Érico, dia 26.

  • Gabriel Trindade

    faço 2 jogos com a galera:

    1) duas opções. toda situação tem pelo menos 2 opções, aí alguém fala uma situação e temos q dar 2 opções paupaveis.

    2) conecte

    Falamos 2 coisas mt distantes e temos q contar uma história e conectá-las.

  • Gabriel Trindade

    finalmente, em um dos colégios em que dou aula propus um trabalho para as turmas. vão se dividir em grupo e cada grupo escolherá um matemático e terá q falar sobre ele. as apresentações serão livres cada grupo usará seu talento, será foda. pra dar um contexto, farei isso com 8o ano, 1a série do ensino médio e 2a série do ensino médio.

  • Gibson Veloso

    Fantástico!! Sou muito fun desse assunto. Aprendizagem na ideia da psicologia está voltado para o Behaviorismo, sócio interacionismo e psicanálise. Queria chamar a atenção apenas para o fato q o behaviorismo em tese é uma forma ultrapassado das escolas trabalharem com seus alunos e que o sócio interacionismo buscava o aprendizado com a natureza, o dia dia sem o uso de materiais pre estabelecidos etc. Mesmo tendo ciência disso, os estudiosos não mudam esse cenário e continuam com a metodologia behaviorista. Behaviorista no sentido de ensinar e o outro aprender. Professor q sabe de tudo e aluno q não sabe de nada. Foda né…

  • JC Fernandes

    Muito bom, Murilo. Há 7 meses tô pilhado em aprender coisas novas em todos os momentos possíveis e estou inserindo esses conhecimentos com frequência em meu trabalho (professor universitário e designer de interiores). Coisas que há pouco eu achava, que por ser de uma área diferente, não serviria pra mim, mas que, como você explica no T de conhecimento, isso maximiza as interações. Já dizia Tatcher, o estado de caos de cérebro nos possibilita novas conexões. Sou grato, mais uma vez! Ainda não concluí seu curso (sou da turma do carnaval), mas já aplico muitas coisas e compartilho esse conhecimento com amigos!!! A evolução é melhor quando é conjunta. Abraços.

  • Joao Gabriel Souza

    Gostei bastante da ideia da linha do tempo. Achei irada. Sou formado em História e vi possibilidades incríveis com isso.
    Passei para compartilhar uma ideia: Tive um o professor na faculdade que argumentava que a divisão da idade Moderna deveria iniciar em 1492 por conta do “Descobrimento”da América. Como praticamente todos os marcos da divisão das idades Históricas tem uma raiz mais eurocêntrica (Queda do Império Romano do Ocidente, do Oriente, Revolução Francesa), a capacidade de acessar um novo mundo, com novas populações (em um estado considerado ‘selvagem”), matérias-primas e todas as possibilidades ali contidas acabou gerando um impacto muito maior sobre a própria Europa, sobretudo no longo prazo, do que a própria tomada de Constantinopla. Lembrei disso na hora em que ouvi suas considerações.

  • Renata Melo

    Parabéns Murilo!!!

  • Jean Dagnoni

    Sou professor de educação física no ensino médio. E acabei de fazer com meus alunos um processo parecido. Fizemos uma timeline da evolução do voleibol. Desde sua criação, passando pelos processos de mudança de regras e sistema de disputa para inclusão do esporte na grade de TV aberta. Foi muito legal o processo criativo dos alunos.

  • Rodrigo Aguiar

    Parabéns Tio Murilo,

    Muito boa essa idéia da Timeline conectando diferentes áreas.
    Vou usar comigo e com meu moleque !!!
    Essa fita da 3M é que não encontrei para comprar aqui no Brasil…

    Aquele abraço.

  • Ana Carla Dávila

    “Não adianta você querer transformar os outros – e educar é transformar – sem você ter se transformado primeiro.” Precisei colocar isso aqui porque faz parte de mim. Eu adoro ensinar, acho importantíssimo aprender, porém muitas vezes não consigo ensinar ou aprender se não transformo meu processo de aprendizagem e “ensinatividade” porque ainda não consegui me transformar. Importantíssimo isso, se transformar. Pra isso vc precisa priorizar o aprender e transformar em ensinar.

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